quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Eles não se entendem mesmo

Escrito por da Redação
07-Dez-2011
João Correia dá ultimato à aliados da oposição: “Não se metam com a minha família”

A oposição à Frente Popular do Acre (FPA) e ao governo do Estado continua se engalfinhando em praça pública e expondo suas vísceras e divergências internas no debate público. Ontem pela manhã, no programa apresentado pelo jornalista e deputado Astério Moreira (PRP), na TV Rio Branco (canal 8), o ex-deputado João Correia (PMDB) voltou a criticar os próprios aliados e os classificou de “pessoas abaixo da máfia”.
“Até a máfia respeita a família”, disse Correia, ao citar nominalmente o senador Sérgio Petecão (PDC), os deputados federais Antônia Lúcia (PDC), Gladson Cameli (PP), Flaviano Melo (PMDB) e Marcio Bittar (PSDB), além do ex-deputado Luiz Calixto, que se apresentam como dirigentes da oposição no Estado, como pessoas que vêm tentando denegrir sua família para atingi-lo moralmente e retirá-lo do debate político.
Correia vem se apresentando como um dos pré-candidatos do PMDB à prefeitura de Rio Branco no ano que vem (o segundo pré-candidato do partido é Fernando Melo, também ex-deputado federal, um ex-integrante da Frente Popular do Acre).
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DE acordo com João Correia, ex-aliados de oposição vêm agredindo sua família porque querem intimidá-lo
Em determinado momento da entrevista a Astério Moreira, João Correia abriu o coração para admitir que recentemente divorciou-se, depois de 30 anos de casado, da médica Marinês Felipe Lima, com a qual tem três filhos. “Eu não conheço, em nenhum Código, nem mesmo no Código Penal, algo que impeça os casais de se divorciarem. O divórcio é algo tutelado pela Constituição brasileira e eu e a doutora Marinês Felipe Lima recorremos a esse direito para pôr fim a uma relação que foi maravilhosa por mais de 30 anos”, disse o ex-deputado, que agora é acadêmico de Direito numa faculdade privada na capital.

Ao falar do divórcio, um assunto classificado pelo próprio ex-deputado como “muito dolorido”, Correia se referiu ao fato de os dirigentes dos partidos de oposição, incluindo o deputado Gilberto Diniz (que está em Goiânia, restabelecendo-se de uma cirurgia), terem assinado uma nota na qual insinuam que ele os vem criticando por estar “mentalmente perturbado”. Publicada logo após uma entrevista de João Correia ao apresentador Alan Rick, da TV Gazeta, na qual o ex-deputado criticava o comportamento dos aliados de oposição, a nota, mesmo sem citar o ex-parlamentar nominalmente, foi dura. A origem dessa troca de acusações está nas declarações iniciais de Correia, segundo as quais os membros da oposição nada mais são do que um “aglomerado de desconfianças e pequenas raposas”.

Foi o suficiente para que Sérgio Petecão, Flaviano Melo, Antônia Lúcia, Luiz Calixto, Marcio Bittar, Gladson Cameli e Gilberto Diniz assinassem a nota na qual, entre outras coisas, insinuam que Correia não está mentalmente são. “Lamentamos o oportunismo de alguns membros da Frente Popular, que, com métodos maquiavélicos, aproveitam o momento delicado de algumas pessoas, que se deixam ser usadas para tentar ‘melar’ os encaminhamentos que estão sendo dados pelas principais lideranças da oposição no Estado”, diz a nota. “Momento delicado de algumas pessoas” foi a expressão que mais magoou o ex-deputado, segundo ele mesmo admitiu no programa de Astério Moreira. “‘Algumas pessoas’ sou eu”, disse.

Correia também se referiu, no mesmo programa, a declarações do senador Sérgio Petecão na imprensa dando conta de que, na última campanha eleitoral, quando foi candidato a senador da República, ele vivera momentos ruins. “O ex-deputado bateu o carro, fez uma greve de fome, foi espancado por um jornalista e até se separou”, criticou Petecão à época.

Ao falar de seu divórcio, abordado por Petecão, João Correia foi didático: “Eu exijo que respeitem a minha família do mesmo jeito que eu respeito a deles”. E acrescentou: “Até a máfia respeita as famílias”.
De acordo com o ex-deputado, os ex-aliados de oposição vêm agredindo sua família porque querem intimidá-lo. “Isso é feio, é muito perigoso”, advertiu.

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