terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

“Ruas do Povo”, Um programa de Inclusão Social.



O Programa “Ruas do Povo” foi idealizado pelo governo para tirar literalmente as pessoas da “lama” e ajudar os municípios do Acre que enfrentam um grande problema de infraestrutura urbana. Com o crescimento desordenado das cidades, onde cada vez mais as pessoas saem da zona rural e buscam uma nova alternativa de sobreviver, chegam à cidade e começam a fazer suas moradias em lugares impróprios, sem as mínimas condições para locomoção e com vários problemas de infraestrutura. Faltam nesses locais ruas, saneamento básico, água potável, energia elétrica, mas, sem opção já que venderam o que tinham e apostaram em uma nova alternativa de vida acabam enfrentando esses e outros sérios problemas nos lugares que “escolheram”, para fincar suas moradias.

Isso vem acontecendo em vários bairros do nosso município, sem que o poder público intervenha e crie as condições necessárias para amenizar tais situações. No inicio do ano (2013), várias famílias invadiram um terreno no bairro do Ipepaconha. Muitas dessas famílias moravam em áreas de risco – na beira do rio – no Bairro da Praia. Acontece conforme informações muitas outras pessoas que não tinham essa necessidade, aproveitaram a “onda” de invasão e se apropriaram de alguns terrenos. Esse é apenas um fato, mas, outras situações de moradia irregular se espalham pela cidade.

Em 2011, o governo do Estado, lança um programa para amenizar essa situação critica que viviam várias famílias, em nosso município muitas ruas foram contempladas com o Programa “Ruas do Povo”, e de fato já melhorou a situação de muitos moradores, isso é inquestionável, mas, a qualidade do serviço dispensado é que deixa brecha para reclamações. Estive visitando o Bairro de Copacabana, mais precisamente entrando pela Rua Áurea Acioli, em frente à escola Deuzuite Barroso e me deparei com várias ruas atendidas pelo programa. Até ai tudo tranquilo, afinal muitas pessoas nem sabe que ali para trás da Av.  Avelino Leal, existe muitas moradias. E perguntando a um morador, ele me dizia que era um sufoco na época do inverno se deslocar ou até mesmo sair de casa para fazer as compras dos mantimentos e para as crianças irem à escola então era muito difícil e hoje melhorou muito.


Observando o formato das ruas executadas pelo programa observei que as mesmas tem a forma de um “H”, as ruas não se encontram entre si. Fiquei bastante tempo observando e faço o seguinte questionamento: já que seria feito um alto investimento no local, por que não fazer as ruas de forma a se integrar entre si? Será que houve planejamento para o local? Teve fiscalização na execução do programa?

São questionamentos que pairam no ar. Os moradores reclamam que não tem água, a rede foi colocada, mas, ainda não está em funcionamento. Conversei com o gerente do Depasa, ele me confirmou e me disse que as ruas ainda não foram entregue pela empresa responsável pela obra e que há uma previsão de tudo se normalizar agora no mês de março. Não planejaram uma área de lazer para a criançada, ficam jogando bola na rua. No geral pude constatar que por ser uma área muita acidentada – cheias de morros – é um trabalho complicado de fazer, mas se é pra fazer que se faça bem feito. Afinal de contas estão sendo empregados ali recursos públicos.

Deixar um dos melhores programas de inclusão social sem a qualidade que merece e que com certeza foi pensado no seu inicio é querer que o programa não seja implementado do jeito que foi gestado pelo governo. Temos convicção que a população aprova esse programa, mas, sabemos que ele deve ser implementado com toda a infraestrutura para proporcionar as pessoas um bem-estar necessário para engrandecer o lugar em que vivem.






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