terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Indenização sem Previsão


Soldados da borracha amargam ansiedade e dizem que perderam esperança de receber indenização  
De acordo com dados do governo federal, cerca de 13 mil pessoas estão na lista da indenização única no valor de R$ 25 mil

  
                   
O jornal A Folha de São Paulo produziu reportagens que mostram a saga dos soldados da borracha que aguardam uma espécie de indenização do governo brasileiro por conta dos relevantes serviços prestados na Segunda Guerra Mundial. A reportagem produzida em Manaus mostra a longa espera enfrentada pelos soldados da borracha.
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“Eu nem acredito mais que isso saia, e se sair, acho que não vou mais estar vivo; piorei muito no último ano”, desabafa o soldado da borracha Raimundo Magalhães

No Acre, a situação não é diferente: a quatro meses de completar um ano da promulgação da emenda constitucional que assegura o benefício financeiro, matéria legislativa que teve a participação fundamental de parlamentares acreanos, os idosos soldados da borracha enfrentam a tristeza de imaginarem que não viverão o suficiente para ver o recurso chegar até suas mãos.

“Eu nem acredito mais que isso saia, e se sair, acho que não vou mais estar vivo; piorei muito no último ano”, desabafa o soldado da borracha Raimundo Magalhães.
A “justiça” a ser feita aos soldados da borracha, como destacou em maio passado o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que é o autor da proposta que resultou na Emenda Constitucional 78, tem demorado bastante, na visão dos maiores interessados no caso, os soldados da borracha.
“Dizem que nos reconhecem, imagina se não reconhecessem. Essa humilhação de demora toda para receber tão pouco. O pior é a gente não ter nenhuma notícia sobre isto. Só nos davam notícia durante a campanha; agora, o assunto morreu”, frisa Raimundo Magalhães.
De acordo com dados do governo federal, cerca de 13 mil pessoas estão na lista da indenização única no valor de R$ 25 mil, determinada pela emenda constitucional aprovada em 14 de maio de 2014.
O benefício é destinado aos brasileiros que ficaram conhecidos como ‘soldados da borracha’ e aos seus descendentes.
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De acordo com dados do governo federal, cerca de 13 mil pessoas estão na lista da indenização única no valor de R$ 25 mil

Durante a 2ª Guerra Mundial, cerca de 60 mil pessoas, a maioria oriunda de estados nordestinos, foram levadas à região Amazônica para trabalhar na extração da seringa.
A borracha era enviada aos Estados Unidos e usada nos equipamentos dos países aliados para a guerra contra as forças contrárias.
 
Os trabalhadores foram recrutados pelo Semta (Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia), com promessas de melhoria de vida. De acordo com a senadora Vanessa Grazziotin, mais da metade acabou morrendo em razão das péssimas condições em que viviam.
 
fonte: contilnet.com

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