domingo, 4 de setembro de 2011

Com baixa umidade e falta de chuvas, Rio Branco já vive clima de ‘deserto’

A umidade relativa do ar chegou na última sexta (2) a 20% em Rio Branco e 16% em Brasiléia, a taxa mais baixa registrada do ano até agora. Aliada à falta de chuvas, tais fatores fazem o Estado viver um clima de ‘desertificação’, na opinião do pesquisador Davi Friale. O Rio Acre, principal manancial do leste do Estado, já está no seu nível mais baixo dos últimos 40 anos. O cenário é preocupante. Ações coordenadas de prevenção, controle e combate a incêndios ajudam a minimizar os focos de calor no Acre, mas não o poupa de sofrer as conseqüências das queimadas em Rondônia e Mato Grosso e na Bolívia.

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Ontem, o país vizinho apresentou 647 focos de queimadas. O vento soprando na direção sudeste trouxe todo o volume de fumaças para o Acre, que tinha pela tarde apenas 11 grandes focos na divisa com o Amazonas, região de Sena Madureira, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A previsão é de que a partir deste domingo, ventos noroeste vindos do interior do estado empurrem a fumaça de volta para aquele país.

Friale alerta que não há previsão de chuvas pelo menos até a próxima terça-feira, o que contribui para deixar o clima ainda mais seco. Podem ocorrer chuvas isoladas, mas que não mudam a situação atual. “Se não chover na Bolívia para apagar este incêndio, o problema será ainda maior”, diz. Para quarta, há indícios de uma frente fria e temporais. A temperatura registrada nos últimos 2 dias colaborou para confirmar o clima característico de ‘inverno’ na análise do pesquisador.

“As manhãs começam frias e, ao longo do dia, vão esquentando”, afirma. Na sexta, a temperatura no começo da manhã era de 16ºC chegando a 36ºC no parte da tarde, entre 14h e 17h. O relatório diário elaborado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) indicava que o Rio Acre voltou a cair depois de ter subido quase 7 cm na metade da semana. Nesta sábado, ele estava em 1,62m.

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