domingo, 25 de novembro de 2012

Prefeitos de Feijó e Tarauacá não querem fazer transição do cargo


Prefeitos2511Alguns prefeitos eleitos em outubro estão com dificuldades de conseguir informações dos atuais chefes de Executivo derrotados nas urnas. Os prefeitos de Feijó, Dindim (PSDB), de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), não querem fazer a transição com os prefeitos petistas eleitos em outubro, Merla e Rodrigo Damasceno. Rodrigo denunciou que sofreu ameaças de morte por telefone, quando quis iniciar a transição.
 
Feijó

O prefeito eleito de Feijó, Merla, conta que já enviou ofício e emissários à prefeitura, mas Dindim não se manifestou com relação à transição. Merla diz que em janeiro vai fazer um levantamento completo das dívidas e patrimônio da prefeitura, que é investigada pelo Ministério Publico por causa de superfaturamento em obras e serviços. Dois secretários municipais e um vereador chegaram a ser presos por causa do esquema. “Vamos fazer levantamento de tudo e o que for apurado será encaminhado para os órgãos competentes, como o Ministério Publico e o Tribunal de Contas”.
 

Merla diz ainda que os postos de saúde estão sem médicos e remédios e que a cidade está esburacada e a prefeitura totalmente sem equipamentos. Logo depois da derrota nas eleições, o prefeito Dindim demitiu técnicos e médicos da Secretaria Municipal de Saúde. Um dos médicos, André Luis de Camargo, teve de recorrer à Justiça para continuar trabalhando. 
 
Mas o maior problema é a inadimplência, o que impossibilita o envio de recursos federais para o município. Merla que tornar a prefeitura adimplente até março de 2013.
 
Tarauacá

O prefeito eleito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, conta que recebeu ameaça de morte por telefone depois que procurou a prefeitura para começar a transição administrativa. Ele explica que a equipe de transição está pronta para trabalhar, mas não teve nenhum ‘aceno’ neste sentido da prefeita Marilete Vitorino.
    

Rodrigo está preocupado porque queria saber mais sobre as finanças da prefeitura, para se preparar para o início da administração. “Sabemos que houve queda no FPM e que vamos ter problemas. O repasse caiu de R$ 43 milhões em 2011 para R$ 41 milhões este ano. A transição nos ajudaria principalmente no começo da administração”.
 
Damasceno, que é médico, reclama também da situação da Saúde Municipal, carente de médicos, remédios e equipamentos. Além de atenção especial para a Saúde, o prefeito eleito quer também investir em moradias. Vai em busca de recursos para construir 400 casas populares. Mas primeiro terá de tornar adimplente a prefeitura, para poder receber recursos federais.
 
fonte: agazetadoacre.com

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