sexta-feira, 15 de março de 2013

DF, AC e AP têm maior nº de servidores por habitantes no país

PEDRO SOARES
DO RIO

 
Os Estados que possuíam proporcionalmente mais servidores em 2012 eram Acre (4,9% da população residente), Amapá (4,3%), Tocantins (3,6%) e Rondônia (3,5%), além do Distrito Federal (5%).
Os dados são da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais e foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Entram na conta funcionários públicos das três esferas de governo: federal, municipal e estadual.
 
Os Estados com menos funcionários públicos eram os de Ceará (0,7%) e Bahia (0,9%), em contraposição a outros do Nordeste, como a Paraíba (2,3%). Em São Paulo, o percentual era de 1,3%.
 
Em todo o Brasil, o total de servidores chega a 1,6%. Já dentre as regiões, a Centro-Oeste figurava com maior participação relativa de servidores --2,5% da população.
 
Ao todo, o país tinha 3,1 milhões de funcionários públicos, divididos entre a administração pública direta (83,7% do total) e indireta (16,3%). Na primeira classificação, estão ministérios, secretarias, órgão públicos, judiciário e legislativo. A segunda abarca fundações e autarquias.
 
A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários (concursados): 2,2 milhões de pessoas, ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores). Outros 31,9% possuíam nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) completaram o ensino fundamental.
 
Dentre os Estados, os maiores contingentes proporcionais de estatutários estavam no Ceará (98,1%), Rio Grande do Norte (97,3%), Piauí (95,9%), Alagoas (93,8%) e São Paulo (97,6%).
Para Antonio Carlos Alkimin, técnico do IBGE, a maior concentração de servidores nos Estados do Norte tem relação com o fato deles terem menos população e um grande território. Ou seja, os serviços têm de ser decentralizados e precisam de um número mínimo de funcionários para serem prestados.
 
Em Estados mais populosos, diz, há uma diluição maior, com menos pessoas proporcionalmente prestando os mesmos serviços. "Há uma estrutura que tem de existe e é comum a todos os Estados. É preciso de um mínimo de servidores para prestar esses serviços", afirma.
 
O técnico diz não acreditar que o número proporcionalmente maior de servidores esteja ligado "ao clientelismo" ou ao menor desenvolvimento econômico desses Estados. Já no Distrito Federal a concentração se explica pela presença do governo federal.
 

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