domingo, 31 de julho de 2011

Marina Silva inicia “movimento pela nova política” no Acre


Sem uma definição do que venha a ser ou como será feito, a ex-senadora Marina Silva (sem partido), iniciou na noite de sexta-feira, 30, no auditório da Biblioteca da Floresta, o “movimento pela nova política”. O evento com pequeno público reuniu alguns militantes do Partido Verde (PV) e antigos membros do Partido dos Trabalhadores (PT).
marina_nova_in1As mudanças, que ainda parecem uma obra de ficção, têm a proposta de fazer política, além dos limites dos partidos, em busca de contornos suprapartidários, orgânicos, tecidos em redes virtuais e reais, com menos hierarquia e mais horizontalidade, uma forma de extirpar a corrupção, segundo Marina.
Marina Silva, que obteve quase 20 milhões de votos nas últimas eleições, quando disputou a Presidência da República, tem a expectativa de ser a precursora de um amplo movimento por mudanças na política partidária, que de acordo com ela, é a grande causadora da corrupção que contaminou os partidos políticos do País.
A idéia que tem muito de abstrato e pouco de uma realidade palpável, foi apresentada pelo poeta e jornalista Toinho Alves, que buscou definir o novo movimento, na abertura do evento. “Estamos aqui para apresentar uma proposta que entra no lugar da velha política, que transcende as barreiras partidárias”, enfatizou.
Ninguém que esteve no evento sabe ao certo o que venha a ser o chamado movimento por uma nova política, mas como Marina Silva tem origem em uma terra que prega o movimento sustentável, sua proposta certamente causará curiosidade e terá adesão entre os movimentos ecologistas de todo Brasil.
Ao chegar para abertura da palestra, Marina Silva explicou que o grande intuito do movimento idealizado por ela, é chamar a atenção para a forma como vem sendo conduzida a política no Brasil. “Queremos substituir a velha política que tornou os espaços viciados do exercício do poder pela divisão de responsabilidades”, destacou a ex-senadora.
Sem informar se integrará uma nova legenda, Marina disse que se trata de “uma rede horizontal, dinâmica, flexível, arejada, democrática, acessível. Que se deixa liderar mais pelas ideias e causas coletivas do que se deixa controlar por nomes próprios e cartorialização de poderes”, definiu a ambientalista.
A presidente do PV, Shirley Torres, esteve presente na plenária, acompanhada do diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso e um pequeno grupo de entusiastas das idéias e propostas de Marina Silva. Os “companheiros” mais famosos e que possuem mandato, não prestigiaram a ex-ministra.
Ray Melo, da redação de ac24horas – raystudio3@gmail.com

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